Além de muita festa, o Carnaval também é um momento de conscientização e cuidado com a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), especialmente por meio do uso de preservativos. A popular camisinha é capaz de evitar a contaminação pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), causador da Aids, além da sífilis, de alguns tipos de hepatite e outras ISTs. Além disso, é uma forma segura de evitar gravidez indesejada. Por isso, deve ser um item obrigatório nos festejos!  

Para garantir a segurança e a eficácia desses produtos, a Anvisa estabelece regras que devem ser atendidas por fabricantes e importadores. 

Atualmente, existe uma grande variedade de camisinhas regularizadas pela Anvisa disponíveis no mercado. Além de possuírem características diversas (diferentes texturas, colorações, aromas e mesmo sabores), podem também apresentar composição (látex de borracha natural e de borracha sintética, poliuretano) e apresentações distintas (masculinas e femininas). O objetivo é atender as necessidades e expectativas individuais, como, por exemplo, de alguém com alergia ao látex. 

Testes de qualidade  

Antes de obter o registro junto à Anvisa, os preservativos passam por rigorosos testes de avaliação de segurança, eficácia e qualidade, estabelecidos por regulamentos nacionais e internacionais.  

Dentre os requisitos avaliados no processo de regularização de preservativos, destaca-se a determinação da capacidade volumétrica e da pressão de estouro, cujo principal objetivo é avaliar a resistência desses produtos ao rompimento durante o ato sexual. 

Também são avaliadas as propriedades de barreira dos preservativos, para verificar a sua eficácia como método contraceptivo e de prevenção de ISTs. Neste caso, amostras do preservativo são infladas com um fluxo de ar padrão; caso se verifique perda de pressão por algum orifício, o teste é interrompido e o produto é reprovado. Caso não haja nenhum orifício, o preservativo é inflado para medir o volume e a pressão em que o produto estoura. 

As camisinhas comercializadas no país também são submetidas à avaliação de estabilidade, para determinação do seu prazo de validade. 

Por serem o tipo mais comum, os preservativos masculinos de látex de borracha natural são submetidos à certificação compulsória, conforme normas estabelecidas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). 

Alergia ao látex 

Algumas substâncias presentes na camisinha, tais como o próprio látex e os lubrificantes, corantes e aromatizantes, além de compostos como espermicidas, podem causar alergia. 

Como alternativa aos preservativos constituídos de látex de borracha natural, são disponibilizados os preservativos sintéticos (geralmente constituídos por borracha de látex sintética ou poliuretano). 

De qualquer forma, sempre que houver qualquer sinal de irritação ou reação alérgica, interrompa o uso do preservativo e procure orientação médica. 

Na prateleira  

Além do registro na Anvisa, obrigatoriamente as embalagens dos preservativos devem conter o nome comercial do produto, o número do lote, a data de fabricação e a data de vencimento ou o prazo de validade, além da origem e da identificação do fabricante. 

A empresa deve informar, ainda, se o preservativo é lubrificado e se possui espermicida ou outro aditivo, além de disponibilizar as instruções de uso e o telefone do Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC). Também devem constar nas embalagens os dizeres “Produto de uso único” e “Abrir somente na hora do uso”. 

Para os preservativos feitos com látex de borracha natural, também é obrigatória a informação: “Contém látex natural. Pode causar alergia”. 

Conheça os aspectos técnicos das normas sobre preservativos 

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