No dia 15 de fevereiro, a Anvisa foi notificada de suspeita de 13 casos de rubéola no navio MSC Seaview. A embarcação zarpou do porto de Ilha Grande, no Rio de Janeiro, para o Porto de Santos, em São Paulo. O navio possui capacidade para 5.420 viajantes, sendo 1.400 tripulantes.

Além da Anvisa, o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS-Nacional) e o Centro de Estratégicas em Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde de São Paulo (CIEVS-SP) e a Vigilância Epidemiológica de Santos realizaram a investigação. Foram coletadas amostras de 16 viajantes, todos tripulantes. O material foi enviado ao laboratório de referência do Instituto Adolfo Lutz (IAL). Também foram adotadas medidas sanitárias de limpeza e desinfecção das cabines onde se encontravam os casos suspeitos. A Anvisa inspecionou a realização dessas ações.

A avaliação clínica dos tripulantes não possui ainda diagnóstico conclusivo. Os resultados de análise das amostras estão previstos para os próximos dias.

Suspeita em tripulantes

No dia 16 de fevereiro, em Santos (SP), novos passageiros embarcaram com destino a Balneário Camboriú (SC). Nesse trajeto, foram notificados mais dois casos suspeitos de rubéola entre tripulantes.

Então, no dia 18 de fevereiro, em Balneário Camboriú, uma equipe da Anvisa em conjunto com a Secretaria de Saúde de Santa Catarina (Cievs – SC) entrou a bordo e realizou uma nova investigação dentro do navio, quando foi detectado mais um caso de paciente sintomático entre os tripulantes.

No total, até o momento, são 16 casos suspeitos de doença inespecífica exantemática (manifestação na pele), podendo ser rubéola ou sarampo. Então, além de coleta de amostra de sangue, urina e secreção nasofaríngea (nariz e faringe) dos casos com início dos sintomas, a equipe realizou vacinação MMR (rubéola, caxumba e sarampo) dos tripulantes que não estavam vacinados ou que não que puderam comprovar a vacinação. Foram adotados reforços na limpeza e desinfecção dos ambientes onde transitam os tripulantes.

Laudos

O Instituto Adolfo Lutz informou que as amostras clínicas testadas foram não reagentes para rubéola e parvovírus B19, porém, houve amostras reagentes para sarampo IgM, que serão reavaliadas para confirmação do resultado.

A Anvisa orienta que os passageiros e tripulantes que apresentarem sintomas como febre, manchas na pele, inchaço na região do pescoço, coriza e tosse procurem atendimento médico, informando sobre o histórico da viagem e do evento a bordo.  Para rubéola e sarampo, a melhor estratégia de prevenção é a vacinação.

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